Estudo Internacional feito em laboratório comprovou danos às células

Publicado dia 15/07/2014 Editado dia 01/09/2014 Nenhum Comentário

AMSTERDAM. Ondas emitidas por telefones celulares e o DNA em testes feitos em laboratório, segundo um estudo financiado pela União Européia (EU). O estudo Reflexo, conduzido por 12 grupos de sete países europeus, não chegou a comprovar que os celulares são um risco à saúde, mas concluiu que novas pesquisas são necessárias para saber se os efeitos prejudiciais se repetem fora do ambiente de laboratório. “Os efeitos claramente exigem estudos adicionais em animais ou em voluntários humanos”, sustentaram os cientistas.

Essa não é a primeira vez que os celulares são associados a problemas de saúde. Eles já foram relacionados, por exemplo, a problemas no cérebro.

A indústria mundial de celular, sustenta que há fortes indícios sofre os efeitos prejudiciais da radiação. Só este ano, estima-se que cerca de 650 milhões de aparelhos celulares foram vendidos. Mais de 1,5 bilhão de pessoas utilizam celulares no mundo.

A pesquisa, que levou quatro anos, analisou os efeitos da radiação em células humanas e de animais em laboratório. Depois de serem expostas a campos eletromagnéticos típicos de celulares, as células mostraram um aumento significativo de rompimento em uma ou nas duas hélices do DNA. Nem sempre o organismo conseguiu reparar os danos. Células que sofrem mutação são consideradas uma das possíveis causas do câncer.

A radiação utilizada no estudo equivalia a um nível de absorção de 0,3 a 2 watts por quilo. A maioria dos celulares, entretanto, emite sinais absorvidos nas proporções de 0,5 a 1 watt por quilo. De acordo com a Comissão Internacional de Proteção à Radiação Não-Ionizante, o limite máximo recomendado é de 2 watts por quilo. O líder do projeto, Franz Adlkofer, recomendou à população que evite usar o celular quando houver uma opção disponível.

Coletada no jornal O Globo, Primeiro Caderno, terça-feira, 21 de dezembro de 2005.